Madrugada de Domingo, um vinho barato, cigarros mentolados e olhar distante pela janela. A cada trago uma lembrança que se vai e a cada gole se afogando os sentimentos e as mágoas existentes dentro de mim.
Gosto do silêncio que a madrugada me proporciona, do simples fato da cidade, tudo ao meu redor estar tão quieto, silencioso e através disso poder escutar a mim mesma, meu interior tão barulhento como o o dia-a-dia em cidade grande.
Mas chega! Chega dessa guerra de
desinteresses, onde o que vale mais é mostrar quem menos se importa, de correr atrás e não chegar a lugar algum, de engolir a seco tanto sentimento, viver se afogando em meio a tanta intensidade, de viver em um labirinto sem saída.
E pensar no que não foi, naquilo que
NUNCA será, devido a tanta covardia. Sim,
covardia! Covardia por não dar importância ao que se sente e decidir ignorar, se afastar, nadar contra a correnteza e todos os dias se repudiar por sentir.
Confusões sentimentais são realmente uma
droga. O que prende duas pessoas de ficarem
juntas?
O orgulho? O medo de se arriscar? Outras pessoas? Por que esse sentimento dentro nós deve ser ignorado? Se no final seremos apenas pó, números e mais um em meio a multidão.
São perguntas que não deveriam existir, mas que existem e muitas vezes não possuem respostas.
Por fim a saideira, o ultimo cigarro do maço e um brinde a
NÓS que nunca existiu e irá existir!